Uma história sobre beijos e montanhas russas
Lá estava ela. Com todas aquelas curvas, me encarando com sua postura exemplar de “eu sou superior”.
Caio olhava para mim e dizia:
—Vamos Suze, vai ser legal! Pense em uma nova experiência de vida, pense em como você vai se sentir feliz depois de andar!
Queria dizer para ele que minhas ultimas tentativas de andar em montanhas russas não foram das mais agradáveis. Quando tinha apenas 9 anos a maldição começou, em um bufê infantil, vomitei em cima da aniversariante. Aos 12 minha vó resolveu me dar de presente uma festa no parque de diversões mais descolado da cidade, antes do parabéns fiquei uma hora inteira de molho para tirar o cheiro do vômito. A cada ano a maldição piorava, por isso, hoje aos 15 anos, decidi nunca mais andar em outro “monstro de metal”.
Estava correndo tudo bem com minha promessa, até que Caio surgiu na minha vida. Ah, sim! Caio, típico galã de cinema, com olhos azuis e um corpo de deus. Quando achava que para ele eu seria apenas mais uma pata em estudos sociais, ele me aborda com uma clássica pergunta matadora:
— Hei, Su? Me empresta um lápis? – perguntou.
— Claro. – respondo entregando o lápis mais bem apontado de meu estojo.
Aquilo mudou minha vida para sempre, ele não queria apenas o lápis, queria uma desculpa para falar comigo! Eu existia para ele! E ainda por cima, ele não me chamou de Suzanna, ou Suze como os outros, para ele eu era a Su.
Alguns meses depois, eu resolvi fazer uma mudança interior e exterior. Finalmente resolvi meu problema de miopia com uma cirurgia definitiva, cortei meus longos cachos ruivos e virei adepta da maquiagem. Finalmente, estava pronta para falar com ele. Não era mais a Suzanna “nerd” que se escondia atrás de armações de avó, eu era uma nova pessoa.
Não precizei esperar muito, o destino bateu na minha porta:
— Oi, você é a Suzanna né?
— Sim, sou eu.
— Oi, meu nome é caio. Fazemos estudos sociais juntos.
— Ah. – não sabia o que dizer, meu coração batia forte.
— Você me parece diferente. Eu gosto muito de mudanças.
Fiquei em silêncio alguns instantes, mais ele não deixou o papo escapar:
— Então, eu estava pensando... Será que nós não poderíamos sair um dia? Posso te devolver aquele lápis, lembra?
Meu deus! Ele lembra do meu lápis! E ele quer sair comigo!
— Claro – respondi me agüentando para não gritar – Que tal este sábado?
— Para mim está ótimo, podemos ir ao parque de diversões, o que acha?
Era perfeito demais para ser real. Por que justo eu fui amaldiçoada com isso? Será que Deus não pode me ver feliz por meio segundo? Por que eu? O que eu fiz?
— Claro, o parque. Adoro montanhas russas.
Sua imbecil, idiota! Por que fez isso! Poderia ter escapado se não fosse sua boca grande! Ele não tocaria no assunto se você não tivesse feito isso! Agora ele pensa que você ama montanhas russas, vai ser fácil evitar a maldição agora, hein Su?
— Que bom, tem uma nova chamada “Vominator 666”. – disse ele empolgado Preciso ir, até sábado Su!
Ele se curvou e me deu um beijo melado na bochecha. Por alguns instantes me esqueci do que havia acontecido e fui para a aula.
Cada dia que passava estava mais perto de sábado, quinta-feira, durante a aula de estudos sociais vejo um avião pousando sobre minha carteira, abro-o cuidadosamente e encontro um bilhete:
Su, quero que chege logo nosso emcontro!
Você é muito especial pra mim !
Caio
Me controlei para não surtar no meio da aula, mais foi quase impossível não soltar um sorriso, quer dizer era o Caio que aparentemente estava afim de mim! Apesar dele ter escrito “encontro” errado, me parecia extremamente sincero
Finalmente, depois de tanto esperar, chegou o sábado. Tudo corria extremamente bem, fomos almoçar em uma lanchonte e depois andamos em alguns brinquedos como a roda gigante e o bate-bate. Quando estávamos andando pelo parque, ele segurava minha mão, quando estávamos na fila ele me abraçava e me dava beijinhos no rosto.
Finalmente chegamos na fila da gigantesca “Vominator 666”. O nome já me perturbava, e sua altura me dava ânsia.
— Caio, preciso te dizer uma coisa muito séria. Não sei como explicar, mas...
Fui interrompida pelo melhor momento de minha vida. Caio me segurou perto de seu corpo me beijou ternamente, igual nos filmes de romance. Meu primeiro beijo, com 15 anos eu havia finalmente dado meu primeiro beijo. O gosto era estranho, mas fez minha ânsia melhorar.
— O que você queria me dizer Su?
— Ah era só que eu odeio esperar em filas.
— Não esquenta, gata. Já, já chega nossa vez.
E conforme as pessoas iam diminuindo a nossa frente, mais beijos Caio arrancava da minha boca. E cada vez iam ficando melhores!
— Su, chegou nossa vez! Em que carrinho quer andar? O da frente tem mais emoção, mais o de traz balança bastante.
— Não sei, tanto faz.
Estávamos entrando, meu enjôo voltou. Uma voz vem de trás de mim:
— Desculpe mocinha, você não tem altura suficiente. Terá de esperar aqui.
A crônica acima foi escrita por mim para a minha aula de língua portuguesa . Sem mais perguntas .
Ps: se o meu texto estava grande demais para ser lido, comente dizendo isso :)
Postado por -Laura às 16h51
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Acima de tudo, uma garota honesta
Primeiramente, desculpem a demora para voltar a postar. Sei que isso é extremamente clichê mais estou sendo sincera, eu andei profundamente ocupada (viajei com a escola).
Falando de sinceridade, é exatamente sobre isso que eu vou falar.
Sou sincera até de mais. Sempre que me questionam, dou minha verdadeira opinião. Às vezes sou taxada de grossa ou sem educação, mas não posso fazer nada, afinal pediram a minha opinião, deveriam estar preparados para ouvir o que fosse.
Cheguei a conclusão que as pessoas temem a verdade, elas sempre optam pela mentira quando podem. Se você comeu pergunta “Meu cabelo ta bonito ?” , normalmente você vem esperando um resposta boa, como um “Sim, está lindo !”, mesmo que ele esteja parecendo uma palha de aço.
Tenho uma amiga (não quero citar nomes) que eu posso perguntar tudo, por que sei que a opinião dela sempre será sincera, ela assim como eu não costuma mentir para agradar os outros, e é isso que todos deveriam fazer.
Vamos salvar o mundo das fraudes!
Ps1: a demora para postar foi causada também por um problema no servidor da criatividade.
Ps2: ninguém é 100% sincero 100% do tempo, então não se sinta mal se quando a sua amiga pergunta do cabelo você responde para agrada-la.
Postado por -Laura às 19h21
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O outro lado da moeda
Postado por -Laura às 15h08
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Back to Hell
Veja como é o mundo leitor, esta quarta começaram minhas aulas. Já no primeiro dia tive que enfrentar um trabalho imenso de matemática. Ainda bem que foi em grupos.
Sofro de uma sindrome canibal: esqueço tudo que aprendi no semestre anterior nas férias.De fato é um problema complexo, por que eu só aprendo de fato no final do ano. Com um bocado de estudo, eu passo de ano (apesar de eu nunca ter estudado na minha vida).
Eu sei que deveria me esforçar na escola, para um dia entar num boa faculdade e virar alguma coisa de sucesso. Eu sei que deveria me preucupar mais com a minha lição de ciências do que com meu blog e que eu neste momento deveria estar com a cabeça enfiada num livro. Eu sei que a raiz quadrada de 18993224 não vai se fazer sózinha e que equações vão ser importantes(um dia).
Se eu fosse você, seguiria os meus concelhos. Realmente são concelhos muito bons os que eu dou a mim mesma, pena que eu nunca me escuto.
Ps: este texto foi escrito muito rapidamente, por isso a qualidade e o tema estão deploráveis.
Ps2: não sou uma pessoa muito criativa quando estou em época de aula.< P>
Postado por -Laura às 20h08
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Novíssimo.
Caros desocupados e desocupadas.
Meus pesames pelas suas noites de insônia pensando no porque eu parei de postar.Creio que agora que visitou o blog, ja teve ter notado algumas mudanças. Acontesse que o "Pensamentos Comprimidos" está passando por uma serie de mudanças (não é só o novo layout), e com essas mudanças, os clássicos probleminhas de html e afins.
Mas não fique triste caro leitor, ainda é possível ler meus posts mesmo com os problemas de configuração.
Garanto que quando a reforma acabar, você estara extremamente satisfeito.
Postado por -Laura às 22h20
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Contos de fadas subsistentes.
- Nada disso. - disse Lucy- Deixar de acreditar em contos de fadas
seria como vender minha alma, improvável e impossível.
Trecho do livro que estou escrvendo, breve história em versão
integral.
Por que crescemos? Por que deixamos nossa ingenuidade e
nossas crenças de lado para nos juntarmos a um mundo ao qual não queremos fazer
parte?
A humanidade não precisa de mais hipócritas, nem de mais ativistas da
paz. A humanidade já esta completa desde o dia de sua criação, só que ela mesma
não percebe isso.
O desenvolvimento mostra que estamos avançando ou
regredindo?Ou será que por mais que digam o contrário, ainda estamos no mesmo
lugar.
Minha filosofia de vida pode se basear em não acreditar em nada ou em
acreditar em tudo. Dependendo do ponto de vista, pode se auto tranformar em uma
meditação ingênua sobre o caos. Até ele se torna hipócrita, ao descobrir seu
significado: bocejo. Sim, caos significa bocejo. Ironico não?
Postado por -Laura às 15h02
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Coin operated boy
Sitting on the shelf, he is just a
toy
But I turn him on and he comes to my life
Automatic joy
That is why
I want a coin operated boy.
Postado por -Laura às 00h28
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((,") (",)) ™
./♥\. .|★|.
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Postado por -Laura às 15h53
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Livros, livros e mais livros...
Sou uma pequena futura escritora.
Por isso, eu escrevo. Sobre tudo e
todos. De todas as formas e maneiras que eu conheço.
Quase sempre, eu vou
postar partes de livros que eu mesma estou escrevendo, minha mais nova obra
prima é "Os pseudônimos sarcásticos de uma garota nostalgica", que eu escrevi
irônicamente para a minha aula de português, e não, eu ainda não sei a nota.
Felismente, há muitas ilustrações para meus posts não se tornarem frios e chatos.
Grande parte dessas ilustrações foram feitas juntamente com uma amiga, que prefere ser conhecida como Amanda Antonon. E minha empresária Carolina Lombardi, disse que quando lançármos o livro as ilustrções terão que ser as originais, cabeçudas, pescoçudas e olhudas, se não o livro perderia a graça.
Postado por -Laura às 22h48
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Vomitando meu primeiro clichê.
Como toda ironia, a minha começou cedo. Decidi que se fosse para fazer algo, seria direito. Sempre tive o dom da palavra, aquela que sai desesperada, sem aviso ou remedeio (isso existe?). Porém, ao começar a compor canções, os pseudônimos bizarros de meu ser se liberaram e eu comecei a desenhar o que não conhecia, o que seria nobremente claro. Ah, nada como vomitar clichês depois do almoço. :)
Postado por -Laura às 14h50
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Pode me chamar de Laura, afinal meus pseudônimos são inascessíveis para a maioria dos seres humanos. Atualmente uma "futura escritora frustrada cheia de críticas de rockstar" apenas pode escrever na internet, afinal o mundo das editoras está ocupado demais com bruxinhos adolecentes.
Grande parte dessas ilustrações foram feitas juntamente com uma amiga, que prefere ser conhecida como Amanda Antonon. E minha empresária Carolina Lombardi, disse que quando lançármos o livro as ilustrções terão que ser as originais, cabeçudas, pescoçudas e olhudas, se não o livro perderia a graça.
O layout do blog é meu, e somente meu. Dispenso comentários pedindo para eu fazer um para seu blog.
Merci beaucoup,
Je vous aime
Laura

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